Jogar pôquer exerce um estímulo positivo no cérebro

carta forte do jogo
Jogando poker

Não existe um consenso sobre quando o pôquer foi inventado, mas a verdade é que, desde meados do século XVIII, esse jogo foi se tornando cada vez mais conhecido ao redor do mundo. No auge de sua popularidade, no início do século XX, o pôquer chegou a ser proibido em parte dos Estados Unidos, mas eventualmente, as autoridades reconheceram que esse é um jogo de habilidade, e não de azar, e acabaram liberando a sua prática.

Nos dias de hoje, além de ser um dos principais jogos de cassino, o pôquer é considerado quase como um esporte, regido por um conjunto de regras estritas e com vários torneios e competições dedicadas ao game, alguns deles de prestígio internacional.

Para conquistar vitórias e ganhar mais habilidade no pôquer, os jogadores precisam treinar as suas performances mentais, da mesma forma em que é necessário praticar exercícios para obter força física, por exemplo. Por essa razão, o hábito de jogar pôquer é capaz de impactar positivamente na saúde cerebral, estimulando o raciocínio lógico e as capacidades cognitivas.

Os efeitos do pôquer no cérebro

O cérebro humano possui a capacidade de mudar e se adaptar de acordo com o nível de conhecimento e as experiências vividas por cada pessoa. Esse processo, chamado de plasticidade neuronal, explica o motivo pelo qual é possível treinar o cérebro ao realizar certas atividades.

De acordo com o médico norte-americano Dr. Stephen Simpson, que há vários anos trabalha auxiliando jogadores de pôquer a desenvolverem suas habilidades mentais, as pessoas que praticam o pôquer, principalmente a nível profissional, conseguem estabelecer um senso de comprometimento invejável. Segundo Simpson, o nível de entrega e compromisso com a atividade é tão grande que, em alguns casos, ele chegou a se preocupar de que alguns jogadores estivessem deixando de dedicar tempo o suficiente para as outras áreas de suas vidas.

Após se dedicar a um extenso estudo relacionando o pôquer com a plasticidade neuronal, o médico também destacou que as pessoas que praticam esse jogo costumam ter um grau mais elevado de concentração, pois essa habilidade é testada a todo o momento durante as partidas. Para completar, os jogadores de pôquer também demonstram ter um controle emocional mais complexo, assim como a capacidade de lidar com fracassos, tudo isso em função das experiências adquiridas com o jogo.

Como a Terapia Comportamental Cognitiva (TCC) pode ajudar quem joga pôquer

A Terapia Comportamental Cognitiva (TCC) é uma vertente da psicoterapia que acredita que determinadas ações podem resolver comportamentos e atitudes não-produtivas, através de uma espécie de "treinamento do cérebro". A seguir estão três padrões de pensamento que devem ser controlados para que um jogador de pôquer consiga explorar melhor o seu potencial.

Esse é um exemplo de distorção cognitiva enfrentada por muitos, e acontece a partir da suposição de que emoções e sentimentos ruins irão refletir na vida de quem os sente. Emoções negativas como "eu nunca consigo vencer" causam uma cicatriz mental e abrem espaço para que a distorção cognitiva se desenvolva ainda mais. A chave para conseguir superar esse padrão de pensamento é dar voz a razão e se ater realmente aos fatos. Aqueles que acreditam que nunca vencem devem considerar, a cada vitória, que essa emoção depreciativa está errada, e começar a se libertar gradualmente dela.

A Ampliação é descrita na Terapia Comportamental Cognitiva como um "exagero no nível da importância de algo", o que na esfera do pôquer pode acontecer quando alguns jogadores se deixam levar pelas provocações e se envolvem em brigas e discussões, ou ainda quando, ao vencer um pequeno torneio, um jogador se deixa levar pela crença de que é o melhor do mundo. A maneira mais eficaz de controlar esse tipo de pensamento também é a racionalidade e o raciocínio objetivo. O choque da realidade é um ótimo remédio para combater as emoções exageradas causadas pela Ampliação.

O Filtro Mental é o hábito de focar nos detalhes negativos de uma determinada situação, revivendo-os incansavelmente na cabeça, o que cria a percepção errada de que o acontecimento em sua totalidade foi negativo. Para os jogadores de pôquer, especificamente, o ideal é manter o foco no que realmente importa durante o jogo, não havendo espaços para se preocupar com pequenos problemas, como por exemplo, se algum outro jogador está falando demais ou se restou somente um lugar na mesa que não é considerado o melhor de todos. Desse modo, é preciso vencer essa distorção cognitiva para intensificar o foco onde realmente importa.

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